segunda-feira, 18 de fevereiro de 2008

Central de Biomassa

O Executivo Municipal de Cabeceiras de Basto decidiu, ontem, venderuma parcela de terreno à EDP com vista integrar a futura ZonaIndustrial de Vila Nune. Trata-se de um terreno destinado à instalaçãode uma indústria de produção de energia através do aproveitamento debiomassa florestal residual. JN Vila Nune

segunda-feira, 3 de dezembro de 2007

biomassa para energia, seminário a 12 de dezembro

biomassa para energia, seminário a 12 de dezembro
ciclo de seminários temas actuais de eng. florestal

Na âmbito do ciclo de seminários do Departamento Florestal da UTAD, irá decorrer no próximo dia 12 de Dezembro, no Auditório das Ciências Florestais da UTAD, o seminário 'Temas Actuais de Eng. Florestal: em Dezembro falamos de biomassa para energia'.

A participação é gratuita e as inscrições deverão ser enviadas até ao próximo dia 8 de Dezembro para o email: alunos.florestal.utad@gmail.com

Para obter mais informações clique aqui.

domingo, 25 de novembro de 2007

Gás do aterro sanitário vai produzir energia


O gás produzido pelos resíduos no aterro sanitário do NordesteTransmontano garantiria electricidade a 750 habitações, um potencialenergético que vai ser aproveitado no âmbito de um projectoapresentado em Bragança.
A empresa intermunicipal responsável pela gestão e tratamento dosresíduos sólidos urbanos, a Resíduo do Nordeste, constituiu umasociedade com uma empresa privada do sector, a Painhas, SA, para oaproveitamento energético do biogás do aterro. A nova sociedade vaichamar-se Nordeste Energia - Energias Renováveis e tem um capitalsocial inicial de cinco mil euros, subscrito em 75% pela Painhas, SA e25% pela Resíduos do Nordeste.

domingo, 18 de novembro de 2007

Biocombustível


Projecto falhará sem as medidas adequadas de protecção ao ambiente
A febre dos biocombustíveis vai falhar a menos que as colheitas sejam plantadas de forma responsável, anunciou o chefe do programa ambiental da ONU, Achim Steiner

Achim Steiner afirmou que há uma necessidade urgente de criar parâmetros de protecção para que as florestas tropicais não sejam destruídas. Os proprietários de terrenos terão também de garantir que os seus biocombustíveis não produzam mais CO2 do que o necessário.
Muitos críticos afirmam que o biocombustível vai conduzir a uma diminuição do stock de alimentos e à destruição das florestas, apontando o fim dos pântanos na Indonésia como um exemplo da folia do biodiesel.

Estes pântanos são uma das mais ricas fontes de carbono para o planeta e estão a ser queimados para produzir óleo de palma. Steiner considera que o próprio país é culpado desta destruição devido à incapacidade de policiar as suas terras.

O responsável pelo programa ambiental apelou ainda a todos os investidores para que desenvolvessem biocombustíveis de segunda ou terceira geração, que pudessem ser plantados noutras terras não utilizáveis para comida. Steiner receia também que os benefícios do biodiesel se percam com o retrocesso dos consumidores.

Estas declarações surgiram na sequência das críticas de um grupo de cientistas independentes que escreveram ao IPCC considerando que as perspectivas ambientais dos estudos sobre biodiesel são «ingénuas». SOL

quarta-feira, 14 de novembro de 2007

Bioenergia: Especialistas discutem Bionergia

Guimarães recebe, de 6 a 9 de Abril de 2008, o Congresso Internacional
"Bioenergia Desafios e Oportunidades"

. A iniciativa resulta do projecto
Cebio, que envolve 20 entidades, entre universidades, centros tecnológicos,
autarquias e empresas, e conta com um fundo de financiamento de 1,3 milhões
de euros.

Um dos temas da conferência, salienta Madalena Alves, é a utilização de
biocombustíveis nos transportes, "um mercado com grande potencial no nosso
país", que tem, contudo, "muita a aprender" com parceiros europeus onde a
prática está já muito enraizada.
JN

quinta-feira, 4 de outubro de 2007

Centrais de biomassa podem fracassar


2007-09-24

A partir dos portos de Aveiro, Figueira da Foz, Sines e Portimão está a ser feita, desde o final de 2006, a exportação de biomassa para países como Itália, Inglaterra ou Bélgica, onde a sua remuneração é mais elevada. A receita obtida chega a ser superior em 40 por cento à que é obtida no mercado interno consumidor de energia.

«É o nosso petróleo verde que estamos a perder e que pode levar ao fracasso do plano para as centrais de biomassa florestal que o Governo lançou a concurso, que precisam de 1,5 milhões de toneladas por ano de biomassa residual», denuncia o director-geral da Sobioen – Soluções de Bioenergia e Biomassa.

De acordo com Paulo Preto dos Santos, este era um problema também sentido por Espanha, mas que já foi resolvido. O Governo espanhol decidiu actualizar em alta a remuneração da electricidade produzida a partir da biomassa. Se anteriormente tinha uma das piores remunerações (cerca de 80 euros por MWh), agora beneficia de uma das melhores da Europa, com valores mínimos de 118 euros por MWh, podendo chegar aos 159 euros por MWh para espécies agrícolas ou silvícolas dedicadas.

Com esta revisão, que entrou em vigor a 1 de Julho, «o país vizinho agravará a tendência da saída de biomassa de Portugal para o exterior, nomeadamente para a própria Espanha, que está agora em condições de pagar substancialmente mais pela biomassa», alerta Preto dos Santos. Portal Ambiente

quarta-feira, 15 de agosto de 2007

Uso eficiente da biomassa para energia


A Biomassa é, em Portugal, a principal fonte nacional de energia, suplantando mesmo a hidroelectricidade no abastecimento energético do País. Assim, para o contributo de 14,2% do abastecimento de energia primária em Portugal no ano de 2004, a biomassa contribuiu com cerca de 75%, contra 25% da hidroelectricidade e da energia eólica.

( Quarta-feira, 15 de Agosto de 2007 )



A fatia da contribuição da biomassa para o balanço energético nacional, que é hoje de 10,6%, correspondendo a 2,8 Mtep de energia primária, pode ainda ser aumentada, especialmente pelo seu mais eficiente uso. Na realidade, 20 % da biomassa contabilizada é utilizada no sector doméstico. Atendendo a que o imposto de IVA sobre a biomassa tem a taxa máxima de 21%, contra 5% na electricidade e no gás, só uma parte pequena das lenhas utilizadas no sector doméstico são contabilizadas, levando a que a importância real da biomassa seja na realidade muito superior. Por outro lado, a biomassa é maioritariamente utilizada em lareiras abertas, levando a que a eficiência no seu uso seja muito baixa.

A utilização de biomassa para a produção de electricidade correspondeu a 1,1 Mtep tendo-se gerado 1 082 GWh com uma potência instalada de 363 MW, a maioria em unidades industriais ligadas à indústria da celulose *, madeira e cortiça utilizando processos de co-geração (DGGE, 2004).

A valorização da biomassa florestal para energia, é uma forma de controlar as emissões de dióxido de carbono (CO2) para a atmosfera, uma vez que a quantidade de CO2 emitida na combustão da biomassa é igual à captada pela planta aquando do seu crescimento. Assim, na medida em que a biomassa consumida substitui combustíveis fósseis, e a biomassa recolhida minimiza a eclosão e propagação dos incêndios florestais, a utilização de biomassa de uma forma sustentável contribui decisivamente para a redução do efeito de estufa e para o cumprimento do Protocolo de Quioto a que Portugal se obrigou.

Este benefício é ainda mais relevante se a biomassa for eficientemente utilizada tornando mais eficaz a substituição de combustíveis fósseis. Assim, deve-se dar prioridade aos métodos e às tecnologias mais eficientes no uso da energia, tendo em conta a definição adoptada pela Directiva Europeia 2001/77/CE, de 27 de Setembro: “a fracção biodegradável de produtos e resíduos da agricultura (incluindo substâncias vegetais e animais), da floresta e das indústrias conexas, bem como a fracção biodegradável dos resíduos industriais e urbanos”.

Neste sentido, a utilização da biomassa para energia deverá obedecer aos seguintes critérios mínimos:

1. Nos equipamentos e edifícios de serviços e residenciais, com destaque para piscinas, escolas, pavilhões gimno-desportivos, hospitais, hotéis, etc., a biomassa (entre outras na forma de briquetes e peletes) deverá ser utilizada com equipamentos de queima com eficiências superiores a 75% para produção de energia térmica;

2. Na indústria deverá ser privilegiada, sempre que possível, a utilização da biomassa para co-geração baseada na utilização útil da energia térmica, permitindo eficiências globais superiores a 60%. Será de excluir centrais dedicadas exclusivamente para a produção de electricidade, pois não permitem rendimentos efectivos superiores a 25%.

Alvor de Sintra

terça-feira, 7 de agosto de 2007

EDP perde corrida para a E.ON na compra dos activos da Dong Energy

EDP perde corrida para a E.ON na compra dos activos da Dong EnergySe ontem a Comissão Europeia abriu caminho para que a E.ON conseguisse ficar com o controlo da Viesgo e de vários activos da Endesa, hoje a gigante energética alemã anunciou a compra da holandesa Dong Energy e dos seus activos na Península Ibérica, por um montante de 722 milhões de euros, incluindo a dívida. O grupo alemão estava na corrida por estes activos contra o consórcio integrado pela EDP e pela Eufer.Tiago Figueiredo SilvaSegundo noticia a versão electrónica do jornal 'Expansión', os objectivos de crescimento da E.ON no mercado espanhol, uma das suas prioridades, estão a tomar forma nesta semana. Uma vez alcançado o acordo com a Enel e a Acciona para a retirada da OPA sobre a Endesa, a E.ON deixou clara a sua intenção de se colocar "entre as primeiras três companhias do mercado energético espanhol".O grupo alemão estava na luta pelos activos da Dong contra o consórcio integrado pela EDP e Eufer (Enel e Unión Fenosa), contra a também alemã RWE, e contra a norte-americana General Electric e o fundo australiano Babcock Brown.O último passo dado neste caminho foi a compra dos activos que detinha a holandesa Dong Energy na Península Ibérica. A gigante energética alemã investiu 772 milhões de euros para tomar o controlo de um dos activos que conta com uma capacidade instalada aproximada de 260MW.Com esta compra, a E.ON ficará com a empresa Energi E2 Renovables Ibéricas, que conta no mercado ibérico com distintas instalações de geração eólica, hidríca e de biomassa, tanto em Espanha como em Portugal.A empresa alemã destaca em comunicado hoje emitido que "com a aquisição dos parques eólicos, a E.ON aumenta a sua capacidade de energia eólica instalada de perto de 700MW".Com este investimento, a Energi E2 Renovables Ibéricas "vai dar à E.ON uma capacidade total de geração de mais de 7GW em Espanha para 2010, somada aos activos da Viesgo e da Endesa que acordou adquirir à Enel e Acciona", segundo a gigante alemã.O presidente da E.ON, Wulf Bernotat, sublinha sobre esta última operação que a "Energi E2 Renovables Ibérica é um complemento ideal para as nossas actividades futuras em Espanha". Diário Económico

sábado, 28 de julho de 2007

Coimbra: Accionistas da iParque

Coimbra: Accionistas da iParque viabilizaram recuperação do controlo do projecto pela autarquia
Câmara volta a mandar no projectoA assembleia-geral da Coimbra Inovação Parque (iParque) aprovou ontem, por unanimidade, a nulidade da entrada de quatros novos accionistas, viabilizando à autarquia a recuperação da posição accionista maioritária perdida há um ano. Segundo decisão do plenário de accionistas, o capital da iParque, que em 2006 foi aumentado para 939 mil euros (uma exigência legal para permitir que o projecto beneficie dos apoios comunitárias), será aberto aos fundadores, a quem é dado o direito de preferência.”O reforço do capital deverá agora decorrer no respeito pelos requisitos da lei, dos estatutos e do acordo parassocial da iParque”, disse à agência Lusa uma fonte da administração da empresa. A mesma fonte revelou que, numa fase inicial dos trabalhos, o presidente cessante do conselho de administração (CA) da iParque, Pina Prata, foi demitido por maioria, apenas com uma abstenção de um dos accionistas, a cuja gestão pertence o próprio Horácio Pina Prata, antigo vice-presidente da Câmara de Coimbra. Este vereador do PSD, a quem o presidente da Câmara, o também social-democrata Carlos Encarnação, retirou há um ano a confiança política, na sequência de um conflito relacionado com as eleições locais do partido, anunciou em Junho que não pretendia manter-se nos órgãos sociais da iParque. Na mesma sessão do executivo municipal, Pina Prata, autarca e empresário que há um ano passou, na prática, a controlar a empresa de interesse público, dado estar ligado a dois dos quatro novos accionistas (agora recusados pela assembleia-geral), desafiou Encarnação a assumir pessoalmente a liderança do projecto tecnológico. Após ter sido demitido pelos accionistas, Pina Prata abandonou os trabalhos, adiantou a mesma fonte.Tal como se previa, o professor universitário Norberto Pires foi eleito para a presidência do CA da sociedade anónima, enquanto Carlos Encarnação vai manter-se à frente da assembleia-geral. Presidente da Sociedade Portuguesa de Robótica, de 40 anos, Norberto Pires foi convidado para aquelas funções por Encarnação. No novo conselho de administração, continuam João Vasco Ribeiro, como vice-presidente, e Gil Patrão, antigo director do Centro da Biomassa para a Energia (CBE). A assumpção de funções por parte de Gil Patrão, quadro superior da EDP, está condicionada a autorização deste grupo empresarial. Caldeira Santos, em representação da Associação Industrial Portuguesa (AIP), e Paulo Mendes, recém-eleito presidente da Associação Comercial e Industrial de Coimbra (ACIC), são os outros membros do CA.----------------------------Aprovada Auditoria às contasOs accionistas aprovaram ainda a realização de uma auditoria às contas da Coimbra Inovação Parque. Presidente da Sociedade Portuguesa de Robótica, de 40 anos, Norberto Pires foi convidado para estas funções por Carlos Encarnação, também presidente da assembleia-geral da iParque.

sexta-feira, 27 de julho de 2007

Tecneira e Forestech ganham duas centrais de biomassa

Tecneira e Forestech ganham duas centrais de biomassa

2007-07-17

O consórcio formado pela Tecneira e pela Forestech encontra-se classificado em primeiro lugar no concurso para a central a biomassa florestal, no distrito de Santarém, com seis MVA. O agrupamento conseguiu uma pontuação de 96,1 pontos, mais 11 do que o segundo classificado, a EDP – Produção Bioeléctrica.

O anúncio foi feito, ontem, pela Direcção Geral de Energia e Geologia (DGEG). As empresas levaram também a melhor sobre o agrupamento que integra a Lena Ambiente e o consórcio Miese, constituído pelas empresas Alberto Martins Mesquita & Filhos, Isolux Ingenieria, e EGF. Este conjunto de empresas já tinha sido derrotado no lote 3, correspondente à entral termoeléctrica a biomassa florestal de Vila Real, com 11 MW. Este concurso foi ganho pela Probiomass, constituída pela Proef, Eurico Ferreira, EHATB – Empreendimentos Hidroeléctricos do Alto Tâmega e Barroso e Espírito Santo Capital.

Além da central de Santarém, a Tecneira – Tecnologias Energéticas e a Forestech – Tecnologias Florestais venceram também o concurso relativo à unidade nos distritos de Beja e Faro, até três MVA. As empresas conseguiram mais 25 pontos do que o segundo classificado, a sociedade Arbor – Sociedade Transformadora de Madeira. O agrupamento constituído pela Lena Ambiente, Eneólica, Cavalum e New capital, bem como a sociedade Alvasado Energia eram os restantes concorrentes.

No mês passado, a DGEG já tinha confirmado foi proposta a adjudicação do concurso para centrais a biomassa florestal nos distritos de Viana do Castelo e Braga (lote 4), até 5 MVA, ao agrupamento constituído pelas empresas Obrecol – Obras e Construções, Logística Florestal, Forestland e Hidroeléctrica San Miguel.

Este foi de resto o único concorrente que se apresentou ao concurso, cuja avaliação das propostas ficou concluída em Abril. A central a construir ficará localizada no lugar de Guimil, na freguesia de Longos Vales.

O AmbienteOnline apurou junto de fonte do sector que, ainda este mês, deverão ser adjudicadas mais duas centrais.

Autor / Fonte
Tânia Nascimento