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segunda-feira, 1 de dezembro de 2008

Galp e Petrobras assinam acordo para produção de biocombustíveis

10.10.2008
Lusa
A Galp Energia e a Petrobras assinaram hoje um Acordo de Investimentos para a produção de biocombustíveis, durante o 13º Meeting Internacional, um encontro de empresários brasileiros que está a decorrer em Lisboa.O acordo, que dá início ao desenvolvimento do Projecto Belém, resulta de um memorando de entendimento assinado em 18 de Maio de 2007 entre as duas empresas, aquando da visita a Portugal do presidente brasileiro Lula da Silva.O Projecto Belém prevê a produção de 600 mil toneladas por ano de óleo vegetal no Brasil, destinado à produção de 500 mil toneladas por ano de biodiesel de segunda geração (Biodiesel 2G).Metade deste volume será produzida em Portugal e a restante metade em local a definir, com o objectivo de comercialização na Europa, com prioridade para o mercado ibérico.O Acordo de Investimentos hoje assinado estabelece as normas de relacionamento entre as duas empresas, para o desenvolvimento do projecto.Caso se confirme a viabilidade do projecto, será constituída uma sociedade com capital dividido em partes iguais entre a Galp Energia e a Petrobras.Ecoesfera

quinta-feira, 10 de abril de 2008

Biocombustíveis

Conselho científico defende suspensão da meta dos dez por cento
10.04.2008
PÚBLICO

Com base em novos estudos, o conselho científico da Agência Europeia para o Ambiente defendeu hoje que a União Europeia deve suspender a meta dos dez por cento dos biocombustíveis utilizados nos transportes, até 2020.

Este conselho, composto por 20 cientistas independentes de 15 Estados membros, considera que a meta dos dez por cento é demasiado ambiciosa e terá efeitos “difíceis de prever e de controlar”. Por isso aconselha a sua suspensão e a realização de um novo estudo sobre os riscos e benefícios dos biocombustíveis, bem como a “definição de uma meta mais moderada e a longo prazo, se a sustentabilidade não puder ser garantida”.

Segundo os investigadores, a produção de biocombustíveis com tecnologias de primeira geração ainda liberta gases com efeito de estufa em quantidades significativas, segundo um comunicado divulgado hoje.

“A utilização da biomassa implica a combustão de recursos muito valiosos e finitos”, escrevem os cientistas. “Estes recursos devem ser preservados sempre que possível. Por isso, a utilização da biomassa deve, necessariamente, andar a par e passo com as melhorias na eficiência energética. O que não é o caso para a maioria das aplicações nos sectores automóvel e residencial”.Ecoesfera